Blog do Edivaldo Diogenes


13/09/2010


Que meu Futuro me absolva

Às vezes, a gente pensa que está fazendo o Certo, Mas esta fazendo tudo errado. E como errei, pensando em acertar. Hoje sozinho, vejo o quanto me distanciei das pessoas, achando que deixando meu espaço para meus filhos, isso seria o correto. Afastei-me de minha mãe meus irmãos. Queria que minhas filhas tivessem na minha mãe, a firme defesa, a autoridade de uma líder misturada a meigueice de uma mulher que sofreu mais amou. E elas conseguiram. Queria que minhas filhas tivessem o exemplo, da criação que meus irmãos deram aos seus filhos, elas tiveram mais, pelo menos uma não seguiu. Queria que elas tivessem o amor de uma avó, e elas tiveram, mas talvez não compreenderam.

Quantas vezes, mamãe me telefonava chorando porque a mãe delas ameaçava de mudar, e minha mãe não agüentava a separação, e lá eu tinha de intervir. E pedir para ela não ir.

Enquanto lutava pelo que achava ser o correto, perdia tempo em ficar com minha mãe e meus irmãos até me tornar um extranho.

Quando descobrir, que estava com uma cirrose, desmoronei, pois junto com esta companhia, descobri que estava só. Não tinha ninguém.  Nem parentes, amigos, filhos... era eu só. E DESCOBRI QUE EU ME TONARÁ UM EXTRANHO.

Mas descobri que existia um grande amigo, que me esperava de braços abertos, apesar de nunca ter dado muita atenção para ele, redescobri Deus... e foi a melhor coisa que me aconteceu. Hoje sei que tenho uma doença chamada mortal, mais mortal seria a própria vida, e eu amo a vida, pois foi Deus que me Deus... e  descobri que a vida é eterna, pois ela não termina na morte. A Morte que conhecemos é apenas, uma ponte, para outro plano.

Não julgo mais aqueles que me deixaram só em um apartamento. Não julgo aqueles que nunca perguntaram como eu ia... pois a dor foi benéfica pra mim. Não me importa que minha filha poetisa, homenageei o cachorro que morreu, pois eu canto pra ela os mais belos salmos de Deus.

Não me importo em julgar, quem me julgou e me condenou ao exílio... pois eu sou um réu merecedor.....Meu passado me condena....mas luto para que o meu futuro me absolva perante Deus.

Em, 13/setembro/ 2010

Escrito por ediogenes às 16h31
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