Blog do Edivaldo Diogenes


21/10/2006


No dia 11 de outubro fez  45 anos da morte de meu pai. Não vou mentir, durante o dia  não me lembrei, mas a noite, quando o consciente se encontra com o subconsciente para conversarem, retalhos da vida  meu pai veio a minha mente.

Lembrei-me muito, dele. Aliás, coisa que é constante. Não porque meu pai tivesse nenhuma preferência por mim, mas acho que éramos apenas três,( os dois mais novos já nasceram bem perto de sua morte) e  eu era o maiorzinho, tinha 8 anos, os meus outros  dois irmãos eram muitos pequenos, talvez por isso eu o acompanhasse muito. Meu pai era um homem  bonito, tinha uma cabeleira  perfeita, um bigode sempre bem aparado e uma barba bem feita. Era um  homem meigo e dócil, e amava com certeza os filhos  e minha mãe, a quem chamava de Lita, pelo seu apelido Carmelita.

Tudo seria uma maravilha se ele não tivesse o maldito vicio da bebida que o transformava e um homem agressivo e desconhecido. Meu pai gostava de Cantar, e sua musica preferida era a Volta do Boêmio, acho que se encontrava nela, talvez fosse a sua própria vida. Papai me levava para os lugares mais estranhos. Lembro-me que um dia ele me levou para a cadeia publica (onde hoje é a emcetur) para visitar um amigo que tinha assassinado outro, acho que o preso se chamava Zuza, foi uma visão triste para um garoto de 7  a 8 anos. Outra passagem que tenho na memória, foi um dia, que ele me levou para o Restaurante do Hotel Brasil, que ficava (ainda hoje tem o prédio), neste dia ela estava com um pé no sapato e outro no chinelo, pois estava com um calo inflamado, e bebeu cerveja com Carne de Porco, ai um pé piorou, e ele ficou muito doente,  mais fiquei impressionado foi  a garçonete ter umas unhas muito grandes e era pintada a metade de preta e a outra  dourada.  Eu nunca tinha visto.

Papai era torcedor do Fortaleza, e sempre me levava para o Estádio Presidente Vargas, quando as arquibancadas ainda eram de madeira, me dava um sanduíche, me deixava com um amigo, e ia vender Jornal “Ultima Hora” e Tufo bolo, uma espécie de aposta que o que valia era o  placar do final. Um dia quando ele voltou o local onde havia me deixado, lá estava eu chorando com a boca aberta, o sanduíche que ele me deu era pimenta pura. Coisas do Zé Divaldo.

Papai era Flamenguista Doente, no tempo que os dois times se odiavam. Um dia passou lá em casa um homem vendendo escudos dos times de madeira, mamãe quis comprar um escudo pra dá de presente ao meu pai, por minha causa ela acabou comprando uma do Fluminense. Quando ele chegou, ficou com a cara triste, mas disse que gostava do fluminense também (só para agradar minha mãe) o símbolo nunca saiu da parede.

Papai era assim, meigo e agressivo quando ébrio, mas foi com ele à primeira vez que ouvir falar em  Comunismo e Fidel Castro. Mas isso fica para outra oportunidade devido o espaço no Blog.

O importante que no Domingo, assisti a missa em sua intenção, pois apesar dos 45 anos de sua morte, é nas lembranças suas que ainda volto a ser criança.

                                                                                           

Escrito por ediogenes às 08h33
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18/10/2006


A Previdencia, os Governos e o Servidor Publico

A Previdência, os governos e o servidor público

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Ovídio Palmeira Filho, presidente da ANFIP

Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Previdência Social

 

Os brasileiros têm diante de si a oportunidade de se posicionarem sobre os rumos que o País deve tomar, com a disputa presidencial estabelecida entre duas facções políticas de perfil nitidamente diferente. Apesar da previsível continuidade da política econômica, uma vez que não há mais espaço para aventuras e experiências que já provocaram um forte trauma na população, há questões sobre as quais ainda pairam imensas dúvidas, destacando-se a Previdência Social e o tratamento que será dado ao servidor.

 

A ANFIP, como é de conhecimento público, tem assumido, ao longo de toda a sua história de mais de meio século, posição nitidamente suprapartidária, deixando clara a sua postura de defesa da Seguridade Social e, por extensão, da Previdência Social pública,(...)

Dentro dessa perspectiva, o papel que a Entidade pode assumir claramente, agora, é o de exigir dos dois candidatos que disputam o segundo turno uma postura clara e inequívoca, sem evasivas, sobre esses temas de maior interesse para toda a população. Não há mais como argumentar que a Seguridade Social é deficitária, diante dos números exibidos pelo próprio governo quanto à viabilidade do sistema. Tampouco pode-se esperar dos candidatos que se posicionem no sentido de “estudar” um tema cujo debate tem sido exaustivamente travado pela sociedade há várias décadas, sendo bastante evidente a inadmissibilidade de novos cortes de benefícios e direitos, bem como a necessidade urgente de ampliação de mecanismos destinados à absorção do imenso contingente de trabalhadores que permanecem fora do sistema previdenciário.

 

O ministro da Fazenda do atual governo declarou recentemente que a Previdência Social prescinde de novas reformas, o que gera uma natural expectativa quanto à consolidação dessa visão caso o atual detentor do poder seja reeleito. Do candidato adversário aguarda-se também uma definição bastante clara quanto ao destino que se pretende dar aos aposentados e pensionistas, que historicamente têm assistido a uma deterioração de suas condições de sobrevivência, estabelecendo-se maior proteção apenas para aqueles que se situam na faixa de um salário mínimo, e que recebem reajuste diferente dos que estão nas faixas superiores de renda, mas ainda assim muito abaixo do que normalmente recebiam quando em atividade. Essa condição de agravou notadamente a partir da adoção do chamado “fator previdenciário”, que estabeleceu um redutor no valor das aposentadorias mesmo para aqueles trabalhadores que cumprem as exigências estabelecidas na data em que começaram a contribuir com o sistema.

 

Outra preocupação está relacionada à forma como o servidor será encarado nesse novo período de quatro anos de governo. As experiências vividas até agora, na história recente do país, não cedem espaço a muitas ilusões, mas uma mobilização dos servidores em prol de maior respeito pela categoria pode deixar o futuro menos nebuloso. A sanha privatizante tem como base de sustentação apenas o lucro, quando se sabe que a população carece de inúmeros serviços básicos para os quais o retorno do capital investido, acrescido de lucros, torna mais distante o alcance que esses benefícios à população devem proporcionar. O empresariado desde há muito acomodou-se na posição de encarar a ajuda estatal como benemérito antídoto para as mazelas de um segmento que apregoa a livre concorrência como estandarte, mas que se amesquinha com desfaçatez, de forma tantas vezes despudorada, na hora de socorrer-se reivindicando benesses do Estado.

 

É urgente exigir dos candidatos uma definição clara quanto à relevância do papel desempenhado pelas carreiras típicas de Estado, ou mesmo do mais humilde servidor que integra uma gigantesca engrenagem destinada a mover o país para o caminho da modernidade e do pleno atendimento de demandas que se avolumam cada vez mais. O servidor público é uma peça fundamental de uma engrenagem cuja engenharia de produção se baseia na performance desse elemento indispensável ao bom resultado dos objetivos pretendidos, não sendo mais possível ignorar essa realidade.  (...)

Seguridade Social e condições dignas de trabalho, bem como remuneração condizente para os trabalhadores a serviço do Estado e, conseqüentemente, da população, são portanto temas que se entrecruzam. A Previdência pública exige permanente qualificação de mão-de-obra, que somente se torna exeqüível se houver respeito ao funcionalismo. Este, por sua vez, tem que colher junto à população o entendimento de que sua aposentadoria diferenciada se justifica em razão das peculiaridades da função que exerce, sem oportunidade de dedicar-se a atividades paralelas que lhe aumentem a renda, algo indispensável à boa consecução de suas tarefas.

 

Portanto, em harmonia com sua posição suprapartidária, a única recomendação que a ANFIP (leia completo :http://e-commerce.cultura.com.br/shopping/mostra_noticia.asp?txtEntidade=97181

Escrito por ediogenes às 07h39
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17/10/2006


Nova Ordem Mundial e meu voto

Li, e postei aqui no grupo, uma matéria do Estadão, que diz está a China ( que todos nós sabemos o trabalhador vive em regime de semi-escravidão) pensando em melhorar os direitos trabalhistas. A matéria também afirma que os grandes empresários dos  estados unidos estão fazendo loby e chantagem para a China, não modificar suas relações trabalhistas. Ameaçam retirarem suas fabricas da China. O que ninguém notou que este mesmo empresário fez algo semelhante aqui no Brasil, com o apoio da CUT, do Sindicato dos Metalúrgicos, e silencio do PT. Só que o movimento foi ao contrario, trazer a precariedade das leis trabalhistas da China para o Brasil. Onde isso Aconteceu, na Wolks, parece que todo mundo esqueceu. A empresa ameaçou um corte drástico de trabalhadores, se estes não acatassem perderem alguns de suas conquistas trabalhistas. A CUT aceitou a proposta dos Empresários, e deixou tudo na mão da assembléia. O Governo do PT mandou emissário, pedindo uma trégua, até passar As ELEIÇÕES, afinal é pretensão do PT com ajuda da CUT fazer a reforma trabalhistas que os empresários querem. Então é só aguardar um pouquinho. O pessoal da Wolks entendeu o recado, mas os trabalhadores não. Essa é a nova Ordem mundial, retirar direitos, assim como fez Lula na reforma da Previdência.Alkimim, tambem defende esta nova ordem mundial, por isso VOTO NULO.

Ediogenes

Escrito por ediogenes às 07h22
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16/10/2006


Racunhos de um primeiro de Outubo

Domingo acordei com meu filho me chamando para votar. Foi um momento estranho para mim, pois nos dias de eleição, nunca ninguém precisou me acordar, cedo estava, de pé, e todo fardado de Lula, com bandeira e boina vermelha.
Espreguicei-me. Levantei-me com uma sensação de vazio. Não estava na cadeira nenhuma fantasia, não havia nenhuma bandeira para empunhar. Minha Careca não seria coberta por nenhuma boina vermelha. Senti-me só. Perdido. Sem sonhos. Pela primeira vez pensei que o voto não deveria ser obrigatório porque eu me via tendo que ir votar mas sem estímulo algum. Voto é uma declaração de amor, se vota com o coração, com a alma. Voto é a expressão de todas nossas utopias. E não existe mais nada disso em mim. Aquele operário que me honrava, não passa de um mentiroso, que anda faceiro, bem vestido e brinca de ser Deus, dono do destino, de nossos corações e mentes. Aquela estrela foi transformada em uma cueca cheia de dólar. Pensei comigo mesmo. Qual é meu sonho?. Não sei. Qual minha Ideologia? Lembrei-me de Cazuza. Quero uma pra viver. Foi o domingo mais triste de minha vida. Fui... arrastado pela obrigação. Votei na HH, com o fio de esperança de começar tudo de novo. Votei e voltei para minha casa, coloquei o CD, para não ver nem ouvir nada sobre política. Mas, tudo me levava a ela. Coração de Estudante, Pra não dizer que não falei de flores, Carolina... Até que  Gonzaguinha  me disse que eu não tinha  Cara de babaca, mas era o próprio babaca, por ter acreditado tanto... Aí não deu mais pra agüentar, o coração explodiu, tomei  o velho somalium , dormi a noite toda, e juro acordei sorrindo, com a TV anunciando que o Lulinha 171 ia para o segundo turno....foi como um força tivesse penetrado em mim, eu GRITEI ALTO .....ELE NÃO É DEUS.
Ediogenes

Escrito por ediogenes às 09h21
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